Arquivos do Blog

Balanço – O Cinema de Mogi em 2011

O ano de 2011 foi recordista para as salas de cinema do Brasil. Cerca de 141,7 milhões de ingressos foram vendidos, um aumento de 5% em relação a 2010.

Em Mogi das Cruzes, a tão esperada reforma do cinema ainda não saiu do papel. Porém, os mogianos finalmente passaram a ter opção de assistir filmes em 3D. O projetor digital, instalado na sala 3, foi inaugurado em Julho, e o primeiro filme a ser exibido foi o Transformers: O Lado Oculto da Lua.

Com um número reduzido de salas, nem sempre o cinema da cidade consegue exibir os principais lançamentos durante o ano. Mas esse não é o único motivo para a não exibição dos filmes. Muitas vezes não há cópias para todos os cinemas. A distribuidora faz uma seleção, procurando atender ao maior número de pessoas. Por isso, muitas vezes, se privilegia salas instaladas nas capitais.

Acompanho semanalmente os filmes exibidos no Mogi Shopping desde setembro de 2010, tudo devidamente anotado. O balanço leva em consideração apenas os filmes que chegaram aos cinemas no circuito comercial, ou seja, filmes com exibição limitada não fazem parte da listagem.

Confira aqui a lista dos filmes que chegaram aos cinemas em 2011

O número exato de filmes lançados pode variar de acordo com a fonte consultada, pois muitos sites consideram o país todo. Para efeito do balanço, considerei apenas o estado de São Paulo.

De 257 filmes lançados, 99 tiveram distribuição limitada, o que nos deixa 158 filmes. Destes, 75 foram exibidos no cinema de Mogi em 2011.

Oito filmes foram exibidos com atraso (Aventuras de Sammy, Bravura Indômita, Qualquer Gato Vira-Lata, Quero Matar meu Chefe, A Árvore da Vida, Professora sem Classe, Pronta para Amar e Não Sei Como Ela Consegue). O maior atraso foi do filme A Árvore da Vida, lançado nacionalmente no dia 12/8/11, e exibido em Mogi no dia 30/9/11 (48 dias corridos). O segundo maior atraso foi do filme Professora sem Classe, com 34 dias de diferença.

Mais importante do que a quantidade, devemos dar atenção aos títulos importantes que os mogianos só puderam conferir em cinemas da capital. Alguns títulos indicados – e vencedores do Oscar, não foram exibidos aqui, como O Vencedor, Cisne Negro, 127 Horas e O Discurso do Rei.

Outro fator que impossibilita a estreia de alguns filmes é a permanência de títulos por diversas semanas. Por contrato, a exibidora não pode retirar de exibição um filme que esteja fazendo determinada média semanal de público. A animação Os Smurfs ficou em cartaz durante 9 semanas consecutivas, e Rio, outra animação, durante 8 semanas.

O grupo Centerplex Cinemas investirá cerca de R$ 5 milhões na reforma do cinema mogiano. O atual projeto prevê inicialmente 7 salas no piso superior, com 2 mil poltronas numeradas, quatro salas com projeção 3D, uma sala VIP, e bomboniere.

O cinéfilo mogiano aguarda ansiosamente a entrega do novo complexo, com previsão para o final de 2012. A expectativa é de que o maior número de salas nos proporcione mais estreias, com qualidade – e preço justo.

A falta de opções e o desrespeito ao consumidor

Mogi das Cruzes possui atualmente mais de 375.000 habitantes. Seu centro comercial é o maior da Região do Alto Tietê, com cerca de 5 mil estabelecimentos comerciais, que geram 16 mil empregos.

O município, que em pouco mais de 2 semanas irá comemorar o seu 450º aniversário, é atualmente o 71º PIB (Produto Interno Bruto) entre os 5.562 municípios brasileiros e o 18° colocado no ranking do IPC (Índice de Potencial de Consumo) do Estado de São Paulo (58º no ranking nacional).

Mesmo com todo esse potencial, alguns comerciantes e prestadores de serviços parecem pouco se importar com seus clientes. Se não há concorrência no setor, o problema tende a se agravar.

Um exemplo a ser mencionado é o cinema instalado no Mogi Shopping.

Os mais jovens talvez desconheçam, mas houve uma época que existiam excelentes cinemas de rua em Mogi. E a concorrência fazia toda a diferença para o setor.

Somente nos três cinemas de rua mais ‘lembrados’ – Cine Odeon, Urupema e Avenida a oferta era de 5.000 lugares. Hoje contamos com pouco mais de 600 lugares, distribuídos em quatro salas.

Para efeito de comparação, o cinema que o grupo Centerplex mantém em Suzano possui 5 salas e 1.080 lugares.

Cine Avenida, inaugurado em novembro de 1947.

A história do cinema no Mogi Shopping começou de forma errada. Inaugurado com apenas três salas, o grande ‘diferencial’ alardeado pelos jornais na época era o fato de reaproveitarem as poltronas do antigo Cine Avenida.

Quando a Empresa São Luiz de Cinemas, detentora da marca Centerplex Cinemas assumiu essas salas, uma grande reforma foi executada, com a troca das antigas poltronas, mudança no layout das salas, troca de equipamentos e a criação de um novo local denominado ‘sala’ 4, com apenas 96 lugares.

A falta de uma estrutura planejada e adequada não pode servir de pretexto para o Centerplex não atender bem os mogianos.

Cine Odeon, atual sede do Ciarte (Centro de Cidadania e Arte).

O número reduzido de salas acarreta a falta de opção para os espectadores entre filmes dublados e legendados, e também o atraso ou mesmo a não exibição de alguns lançamentos.

O filme ‘Sex and the City 2 estreou com uma semana de atraso em Mogi, enquanto ‘Predadores‘ nem chegou a ser exibido, pois a rede possuía apenas três copias do filme (exibido em Suzano, Fortaleza e Maceió). Outro filme bastante aguardado pelo público – ‘Os Mercenários‘, também não estreou no Centerplex Mogi, pois novamente a rede possui apenas três copias. É provável que também não seja lançado por aqui.

Cine Urupema. Assim como o Cine Avenida, virou sede de igreja.

A Empresa São Luiz de Cinemas possui 38 salas, distribuídas em 12 cidades do Sudeste e Nordeste (variando de 1 a 6 salas por cinema). Indagada sobre o critério utilizado para a distribuição dos filmes na rede, a empresa se limitou a responder que é ‘de acordo com o número de salas’. Ou seja, os mogianos sempre estarão em segundo plano.

Promessas de melhorias no cinema mogiano são feitas desde 2007, e sempre adiadas. Até a implantação de outra rede para concorrer com o Centerplex foi cogitada.

Em matéria publicada no jornal ‘O Diário de Mogi’, de 03/07/2008, sobre a revitalização do Mogi Shopping que seria iniciada ainda naquele ano, a diretora de operações do Grupo Brascan Shopping Centers, Liliane Dutra, afirmou que “O complexo de cinemas é um dos pontos altos dos investimentos. A intenção é trazer para a Cidade um conceito moderno de salas, melhorando o atendimento, a exibição dos filmes e a estrutura física. Ainda não negociamos isso, mas vamos investir pesado nesse setor“.

A previsão era de um investimento de R$ 15 milhões no centro de compras mogiano.

Em dezembro de 2009 outra promessa, em matéria do ‘Mogi News’: “Ainda para 2010 estão previstas melhorias nas salas do Centerplex Cinemas. O cinema é a nossa prioridade e faz parte deste projeto de expansão. Já temos definição de que esta operação deverá ter, no mínimo, seis salas stadium, com o mesmo padrão de modernidade e tecnologia que encontramos nos cinemas dos melhores shoppings do Brasil, para que nosso cliente possa desfrutar deste lazer com todo o conforto”.

A última promessa de melhorias no cinema aconteceu em julho de 2010. Segundo o gerente do Centerplex de Mogi, Leandro Steffens, as quatro atuais salas serão totalmente reformadas e outras serão inauguradas em 2011. No segundo semestre, as salas atuais seriam fechadas gradativamente para que as reformas sejam feitas e voltem a funcionar em 2011 em número maior. “Serão utilizadas novas e melhores tecnologias para atender melhor o público mogiano”, disse Steffens.

Vamos aguardar e torcer para que essa nova promessa se cumpra, e o mais importante: que a Empresa São Luiz de Cinemas passe a respeitar o espectador mogiano, que se vê obrigado a deslocar-se para outras cidades, em busca de cinemas que ofereçam melhor infraestrutura, e lancem os filmes na data correta.

Recentemente lancei um perfil no Twitter com a campanha ‘Cinema decente em Mogi das Cruzes!’. Para colaborar, basta seguir o perfil @cinedecentemogi.

SEMAE demora cinco meses para tapar buraco

No dia 17/02, num post intitulado “Execução de obras ou serviços pela metade”, foi abordado a demora do SEMAE (Serviço Municipal de Águas e Esgotos) em reparar o asfalto após o conserto de vazamentos de água nas ruas de Mogi das Cruzes.

Como exemplo foi citado dois casos: um no cruzamento da Rua Dr. Hidelbrando Alves Paranhos com a Rua José Marques (ver mapa), na Vila Cintra, e outro na Rua João Fernandes Morais (ver mapa), na Vila Lavínia.

No caso da Vila Cintra, o buraco foi aberto no dia 20/01/2010 e o reparo ocorreu no dia 24/02/2010 – trinta e cinco dias depois, mesmo se tratando de um local com grande movimentação de caminhões.

No segundo caso, a demora pelo reparo extrapolou todos os limites do bom senso.

Comentei sobre o buraco em meu Twitter no dia 31/12/2009, como pode ser verificado nas imagens abaixo.

O buraco aberto pelo SEMAE no dia 28 de dezembro foi tapado somente ontem (09/06/2010), após exatos 163 dias.

De acordo com a autarquia, Mogi registra cerca de 1.000 vazamentos de água por mês, muitos causados pelo desgaste natural das redes antigas.

Em dezembro foi criado o Goes (Grupo de Operações Especiais do Semae) com o objetivo de combater vazamentos nas ruas da cidade. Infelizmente a equipe que repara o asfalto ainda está longe da eficiência apresentada pela equipe responsável pelo conserto dos vazamentos.

É natural que se priorize determinadas ruas em razão do movimento, mas é certo esperar mais de cinco meses por um reparo no asfalto?

Jornais mogianos aderem à internet

Há pouco mais de um ano, em um post intitulado ‘Quando teremos um jornal realmente diário?’ escrevi sobre a pouca integração dos periódicos da cidade com a internet.

Hoje podemos dizer que esse cenário mudou, e para melhor. Mais dois jornais de Mogi passaram a utilizar a internet para disponibilizar seu conteúdo de maneira integral.

No ‘A Semana’, o conteúdo do site passou a ser atualizado semanalmente, acompanhando a circulação do jornal, que ocorre toda sexta-feira. Agora também é possível conferir a versão digital, onde o leitor pode ‘folhear’ a edição livremente, de forma bastante natural, como se estivesse lendo a versão em papel.

 

Edição digital do ‘A Semana’


É uma excelente alternativa para quem, como eu, não recebe a edição em casa.

Outro jornal que aderiu à edição digital foi ‘O Diário’.

 

A plataforma do Diário é bem acabada, de fácil utilização.


O Grupo Diário passou a publicar sua edição também de forma integral desde o último domingo (14/03), e disponibilizou seu acervo desde a edição do dia 01/01/2010.

A plataforma de publicação escolhida foi a VirtualPaper, responsável pela edição digital de alguns periódicos de grande circulação da capital, como o Metrô News e o Destak SP.

O ‘Jornal Sete’ continua com o bom exemplo na internet. O leitor pode optar por ler a versão digital, ou baixar um PDF da edição completa.

 

O ‘Jornal Sete’ permite baixar uma versão em PDF.


O único a ficar de fora das ‘edições digitais’ foi o ‘Mogi News’, mas que ainda merece respeito por ser o único jornal pago a disponibilizar seu conteúdo na internet.

Outro destaque do Grupo Mogi News fica por conta de sua Web TV, onde o internauta pode assistir os programas da TV Mogi News, exibida pelo Canal NET Cidade (3 digital e 10 analógico), inclusive ‘ao vivo’, durante a apresentação de seu telejornal, que passa às 13:30 e às 18:00.

É interessante notar o quanto à mídia de Mogi amadureceu nos últimos tempos, aumentando o leque de opções aos cidadãos. Que as novidades não parem por aí.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 236 other followers